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Leia esse texto se você tem sonhos estagnados

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Como escrever sobre sonhos? Ainda mais quando estão parados no tempo? Eu poderia começar esse texto citando aquela música do Renato Russo: voltamos a viver como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas. Só que há dez anos atrás eu tinha doze anos. E aos doze anos minha única certeza na vida era que aos vinte e dois anos eu já estaria morando no meu próprio apartamento, viajando o mundo, com uma carreira profissional incrível, uma vida saudável e meu próprio cachorro (da raça labrador, que chamaria de Jack).

Parece que eu estou decepcionando aquela garotinha, porque não tenho um apartamento para chamar de meu. Muito menos um labrador. E a vida saudável? Bem, vamos mudar de assunto.

Mas eu não esqueci esses sonhos, por mais que estejam estagnados. Pelo contrário, estão todos bem guardados e organizados no meu ser. E é por aquela garota de doze anos – cheia de certezas – que eu me levanto todas as manhas para tentar mais uma vez.  Falho, erro, caio, levanto, tento de novo, acerto, erro de novo e desanimo, mas nunca desisto.

Ninguém me avisou que, no auge dos meus vinte e poucos anos, a vida seria tão diferente do que eu havia sonhado. Podiam ter me alertado sobre as pedras no caminho. Será que me alertaram? Vai saber, eu só tinha doze anos.

Às vezes sinto como se estivesse correndo atrás de algo que ainda não sei o que é. Há dez anos atrás tudo parecia ser tão simples. Sonhar era mais simples.

Mas os sonhos ficaram para criança de doze anos, e agora tá na hora de encarar a realidade da vida. Esse é o momento de transformar os sonhos em planos, criar metas e manter o foco. Se desesperar na primeira dificuldade também, é normal, mas respirar fundo e seguir em frente.

Aprendi que comparar o meio caminho andado de alguém com o início da minha caminhada não ajuda em nada. E se você também tem feito isso, por favor, por você, pare. Cada ser dessa terra tem uma missão. Talvez você ainda não tenha encontrado a sua, ou já encontrou, mas ainda não a compreendeu, ou já compreendeu, mas ainda não a aceitou. Tá tudo bem, mesmo. Vai no seu ritmo.

Me desculpem, mas eu vou citar a música do Renato de novo: a riqueza que nós temos ninguém consegue perceber.  Não use a vida de outra pessoa como base para sua, ainda mais se isso for te deixar desmotivado. Busque inspiração, sim, isso está liberado, mas não se martirize por não ser igual. Não queira ser igual, queira ser você. Enxergue a riqueza que existe em você, mesmo que ninguém mais a perceba.

As coisas não costumam acontecer no tempo em que planejamos, mas sempre acontecem do jeito certo e, principalmente, na hora certa. Não desista, até porque negatividade só atrai negatividade.

Agarre-se a isso: se ainda não aconteceu, ainda não chegou a hora, mas quando a hora chegar será perfeito.

Eu ainda não realizei todos os sonhos da menininha do início desse texto. Seria mais fácil se todos os nossos desejos, sonhos, planos e projetos se realizem como mágica, igual aos contos de fadas da infância. Mas quando olho para minha bagagem da vida, há muito mais conquistas acumuladas do que aquela menina poderia ter imaginado.

Vamos seguir em frente, enfrentando o mundo. Construindo os degraus que nos levarão a realizar os sonhos de criança e aproveitando o caminho para sonhar cada vez mais alto.


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