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FOTOGRAFIA

A fotografia e seus principais inventores – Parte III

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Na segunda parte do artigo A fotografia e seus principais inventores – Parte II  conhecemos um pouco  das contribuições de Schulze, Niépce, Daguerre e Talbot para fotografia. Além de descobrir fatores importantes da história da fotografia, também descobrimos muitas curiosidades interessantes.

Então se este é o primeiro texto que você está lendo sobre o assunto aqui no Diário de Sereia, recomendo a leitura dos dois primeiros artigos: A fotografia e seus principais inventores – Parte I  A fotografia e seus principais inventores – Parte II .

Agora que você já está em dia com a leitura e já sabe o principio da descoberta da fotografia, vamos a terceira e ultima parte do artigo, onde conheceremos o inicio da evolução fotográfica.

JOHN FREDERICK HERSCHEL

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Herschel foi matemático e astrônomo. Ele queria um método para fotografar as imagens de uma abóbada celeste, que conseguia ver com um grande telescópio que ele mesmo construiu. Herschel conhecia, através de Talbot, as dificuldades que os pioneiros da fotografia enfrentavam. Sabendo que Daguerre havia conseguido resultados satisfatórios, resolveu pesquisar possíveis soluções.

John Herschel e Talbot trocaram experiências e informações, já que John tinha conhecimentos mais profundos em química.

Oficialmente os termos: negativo, positivo e fotografia, são criações de Herschel. Porém sua maior e mais importante contribuição para a fotografia foi a descoberta da propriedade do hipossulfito de sódio (hoje, tiossulfato de sódio) como solvente dos haletos de prata. Essa descoberta foi informada tanto a Talbot quanto a Daguerre, que passaram a usar o “hipo” em fixador das imagens fotografadas.

FREDERICK SCOTT ARCHER

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Desenvolveu o processo de negativo em vidro chamado de Colódio Úmido, que era um negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitro celulose com álcool e éter. O processo, que tinha mais sensibilidade à luz, era 20 vezes mais rápido que os anteriores, reduzindo o tempo de exposição para dois ou três segundos, melhorando a qualidade do negativo.

Esses negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhantes à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. Archer foi responsável por tornar obsoletos tanto os calótipos quanto os talbótipos por supera-los.

Archer basicamente criou o processo de revelação de fotos e o antecessor do filme fotográfico, permitindo imagens muito mais nítidas do que as feitas até então.

RICHARD LEACH MADDOX

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Médico inglês que inventou a primeira chapa manipulável em 1871. Maddox experimentou usar, ao invés de colódio, uma suspensão de nitrato de prata em gelatina de secagem rápida para manter o brometo de prata no lugar.  A gelatina, de origem animal, não só conversava a emulsão fotográfica para uso após a secagem como também aumentava drasticamente a sensibilidade dos haletos de prata, tornando a fotografia, finalmente, instantânea. Era um processo extremamente barato e ao substituir o colódio ficou conhecida como chapa seca.

Seu método não exigia que as chapas fossem reveladas na hora, como no colódio, além de ser 60 vezes mais sensível. A gelatina podia ser aplicada sobre o papel e em filmes transparentes. Contudo, a chapa de gelatina não se limitou a simplificar a técnica fotográfica, tendo ocasionado uma revolução no desenho das câmeras, reduzindo o equipamento do fotografo ao mínimo.

O novo material era rápido e suficiente para o registro de cenas em movimento, desde que as máquinas fossem providas de um obturador instantâneo. Os fabricantes reagiram de imediato e, no decorrer de duas décadas subsequentes o mercado foi tomado por máquinas de todos os tamanhos e formatos. Dando inicio a fotografia moderna.

GEORGE EASTMAN

george

O último aperfeiçoamento dos processos fotográficos deu-se ao inglês e bancário George Eastman de 23 anos. Ele adquiriu uma máquina fotográfica e apaixonou-se pela arte da fotografia, ainda no rudimentar processo de chapa úmida.

Porém, George sentia uma crescente insatisfação com o processo. Achava complicado a forma de estocar das chapas de vidro, que além de pesadas, quebravam com facilidade. George imaginou que poderia tornar a fotografia mais pratica se encontrasse um jeito de abreviar o processo.

Depois de conhecer o processo da emulsão de gelatina, de Richard Leach, decidiu experimentar o método. Aliando a tecnologia de emulsão com o brometo de prata – a rapidez de sensibilidade na suspensão da gelatina com a transparência do vidro. George, em seu experimento, substituiu o vidro por uma base flexível, igualmente transparente, de nitrocelulose, e emulsionou o primeiro filme em rolo da história. Podendo então enrolar o filme, obtendo várias chapas em um único rolo, e construiu uma pequena câmera para utilizar o filme em rolo, que ele chamou de Câmera Kodak.


E é com a invenção da Kodak que chegamos ao final dos artigos de A fotografia e seus principais inventores. Porém, as aulas de história da fotografia ainda não acabaram. Quando decidi começar a escrever sobre fotografia aqui no blog, eu sabia que precisava começar pela história. Conheço muitas pessoas que se preocupam apenas com a parte técnica, marcas de equipamentos e afins, mas poucas sabem realmente o que existe por trás de tudo isso.

Eu percebi que poucas pessoas conheciam os responsáveis pela criação da fotografia, as dificuldades que enfrentaram e a contribuição de cada um para a melhoria dessa arte. Por isso, no próximo artigo conheceremos um pouco mais da história de George Eastman e da importância da Kodak na evolução e comercialização da fotografia.


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