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A fotografia e seus principais inventores | Parte II

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Comentei no primeiro artigo de A fotografia e seus principais inventores que essa história é um pouquinho longa. Mas cada detalhe é importante para entender o processo que originou a fotografia. Então, veremos agora mais alguns nomes que fizeram parte do surgimento da fotografia.

JOHANN HEINRICH SCHULZE

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Schulze foi um professor alemão, estudou medicina, química, filosofia e teologia. Em 1725 colocou exposto a luz do Sol um frasco contendo nitrato de prata e depois de um tempo percebeu que a solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Percebeu também que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original, mas ao sacudir o frasco observou o desaparecimento da cor violeta. Sua descoberta permitiu estabelecer os fundamentos de trabalhos posteriores na fixação de imagens.

JOSEPH NICÉPHORE NIÉPCE

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Foi o inventor francês responsável pela primeira fotografia. Niépce começou seus experimentos em 1793, mas as fotografias desapareciam rapidamente. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre o papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando as partes claras no betume-da-judeia – que fica insolúvel sob a ação da luz – e as sombras na base metálica. Ele conseguiu fotografias que demoravam a desaparecer em 1824. Mas o primeiro exemplo de uma fotografia permanente, ainda existente, foi tirada em 1826. Niépce chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem. Infelizmente ele morreu antes de ver sua invenção ser conhecida mundialmente em 1839. Quem ficou com a glória foi o associado Louis Jacques Mandé Daguerre, que batizou o a héliographie – nome escolhido por Niépce – de daguerreotypie.

LOUIS JACQUES MANDÉ DAGUERRE

Era pintor, físico, cenógrafo e inventor francês. Foi o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz em 1835, com o daguerreótipo. Ao prosseguir com os experimentos de Niépce, usou uma placa revestida de prata e sensibilizado com iodeto de prata – que mesmo exposta a luz não apresentava nem vestígios da imagem – e guardou em um armário. Ao abrir o armário no dia seguinte encontrou a imagem revelada. Daguerre realizou muitas experiências até descobrir que a imagem tinha sido revelada por ação do mercúrio que estava no armário.

Em 1837 o processo já havia sido padronizado, porém ainda apresentava alguns problemas. O tempo de exposição ainda era longo, o contraste muito baixo, a imagem invertida e sensível a luz. Daguerre conseguiu solucionar este ultimo problema quando mergulhou as chapas reveladas em uma solução aquecida de sal de cozinha que agiu como um fixador, deixando a imagem inalterável. A qualidade das fotografias eram superiores às de Talbot e foi um sucesso por muitas décadas. Em 1839, por problemas financeiros, Daguerre vendeu a sua invenção para o governo francês e recebeu uma renda de vitalícia de 6.000 francos anuais.

WILLIAM FOX TALBOT

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Era poliglota, cientista, viajante e ex-membro do Parlamento. Talbot deu início as suas pesquisas em 1833, em busca de uma fotografia inalterável. Em poucos meses já obtinha negativos minúsculos após a exposição de trinta minutos. Porém, foi só no final de 1840, depois do triunfo de Daguerre, que ele passou a fazer progressos. Em 1841, Talbot inventou e patenteou na Inglaterra o Calótipo. O processo era expor papel sensibilizado à luz do Sol, durante dez minutos, com uma pequena distância focal. Para corrigir a inversão inicial colocou outra folha de papel sensibilizado com prata sobre a imagem negativa – parafinada para ficar transparente – e expôs as duas diretamente à luz, ficando a segunda folha com a imagem positivada.

Em 1844, Talbot comprou uma casa em Reading e a transformou em estúdio de fotografia. Contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagem turísticas e comercializou suas fotografias em várias tendas artísticas por toda a Grã Bretanha. Se a contribuição de Daguerre à fotografia foi extensa mas temporária, a de Talbot foi mais restrita e duradoura. Mas apesar de contar com o apoio de eminentes cientistas, ele acabou perdendo uma ação judicial sobre patentes contra o fotógrafo londrino Laroche. Em 1852, Laroche alegou que os processos químicos do Calótipo e o novo sistema do Colódio Úmido seriam praticamente idênticos.

[CONTINUA…]


No próximo artigo vamos conhecer mais alguns personagens importantes para o inicio da comercialização da fotografia, de maneira mais acessível, e seus avanços. Se você tem algum dúvida, ou informação que gostaria de adicionar, deixe um comentário no final desse artigo. Vamos compartilhar essa paixão por fotografia!


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A fotografia e seus principais inventores | Parte I

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Uma história e muitos inventores, essa é uma verdade sobre a fotografia. Houve muitas contribuições de artistas, filósofos, inventores, químicos e curiosos para que a fotografia se torna-se possível. Como expliquei no primeiro artigo sobre fotografia – e se você ainda não leu é só clicar aqui – vou começar pela história e depois seguir para parte técnica. E para esse artigo não ficar muito longo, eu resolvi dividi-lo em algumas partes. Então vamos conhecer os principais inventores por traz dessa arte maravilhosa?

ARISTÓTELES

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Foi um filósofo grego, aluno de Platão. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a lógica, a retórica, o governo, a ética e a biologia. Ele observou a imagem do Sol, em um eclipse parcial, se projetar no chão em forma de meia lua ao passar seus raios de luz por um pequeno orifício existente em uma folha de plátano. Percebendo que quanto menor fosse o orifício mais nítida era a imagem. A descoberta da Câmara Escura – que vamos estudar nos próximos artigos – é atribuída a Aristóteles.

ALHAZEN

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Foi físico, matemático e pioneiro da óptica. Um dos primeiros a explicar o fenômeno dos corpos celestes no horizonte. Escreveu como observar um eclipse solar no interior de uma câmara escura. Explicou que a reflexão do objeto do outro lado da câmara ocorria quando, devido ao pequeno orifício, somente um raio de luz passava pela extremidade do objeto, atravessava o orifício e refletia do outro lado da caixa.

LEONARDO DA VINCI

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Uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento. Se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Examinou a câmara escura e demonstrou possibilidades no uso para o desenho, facilitando a reprodução das imagens reproduzidas. Ele disse: “Quando as imagens dos objetos iluminados penetram em um compartimento escuro através de um pequeno orifício e se recebem sobre um papel branco situado a uma certa distância, veem-se no papel os objetos invertidos com sua formas e cores próprias”.

ANGELO SALA

Físico e químico italiano, em 1604 estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Em 1614, demonstrou que o nitrato de prata era escurecido pelo Sol, assim como o papel que estava próximo, e publicou suas descobertas. Angelo Sala nunca se formou em uma universidade, mas aprendeu química na Veneza. Seu trabalho foi um passo a frente para uma melhor compreensão das reações químicas.

 GIOVANNI DELLA PORTA

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O que faltava em sua época era uma maneira efetiva de fixar as imagens produzidas pela luz na câmara escura. Que já vinha sendo utilizada como objeto de apoio a pintores e desenhistas desde 1544. Graças ao seu livro “Magiae Naturalis”, onde publicou a melhor e mais completa descrição da câmara escura, recomendando seu uso como instrumento auxiliar para o desenho.

[CLIQUE AQUI PARA LER O SEGUNDO ARTIGO]


Essa foi a primeira parte do artigo sobre os principais inventores da fotografia. Como puderam perceber cada contribuição foi muito importante para o desenvolvimento da invenção. Até essa parte da história não era possível obter uma imagem revelada. Mas a técnica utilizada pelos pintores e desenhistas começava a evoluir. Por isso, até hoje, é difícil atribuir a fotografia apenas a um inventor.

Espero que tenham gostado de aprender um pouquinho mais sobre a história da fotografia. No próximo artigo falaremos sobre Niépce e Daguerre, e o tempo que levou para se obter a primeira fotografia relevada ainda existente.


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Fotografia: luz e paixão

FOTOGRAFIA: LUZ E PAIXÃO

E Deus disse: Haja luz. E houve luz.

Assim se deu o início de tudo, inclusive o da fotografia. Cresci acreditando no Amor e sempre tive a fotografia presente na minha vida. Para quem não sabe: sou fotógrafa e vocês podem conhecer um pouco do meu trabalho acessando minha página no facebook, meu site, perfil no flickr e instagram. E se quiser saber um pouquinho mais sobre a minha vida e o blog é só clicar aqui.

Essa paixão por registrar a vida vem amadurecendo junto comigo desde pequena. E hoje tenho prazer em compartilhar o que eu sei com pessoas que também tem esse desejo de aprender cada dia mais sobre a arte de fotografar.

Então, com o intuito de ajudar ao próximo – e fazer o que eu amo – resolvi dedicar um espaço no Diário de Sereia voltado para fotografia, onde eu vou escrever sobre tudo o que eu aprendi e tudo o que eu ainda irei aprender, pois acredito que conhecimento e amor precisam ser cada vez mais compartilhados. Assim como outras pessoas – profissionais ou não de fotografia – já me ajudaram, e ainda ajudam, dividindo suas experiências, eu também quero fazer o mesmo por vocês que me acompanham e compartilham dessa mesma paixão.

A fotografia possui muitos inventores e a sua história é fascinante. Por isso eu resolvi partir do princípio: luz. E em breve falarei mais sobre a sua descoberta, seus inventores, sua evolução e, claro, suas técnicas.

Para entender o princípio básico da fotografia você precisa saber que sem luz nada existiria.

A palavra fotografia, do grego, significa:

Foto – luz            Grafia – escrita

“Escrever com luz”, “Registrar a luz”, “Escrita da luz”.

É bem simples: A luz é uma onda eletromagnética que se propaga e transite fótons. Os fótons são captados pelos nossos olhos e compreendidos pelo cérebro. Sendo assim, a fotografia é a arte de reproduzir imagens pela ação da energia radiante em uma superfície fotossensível, como em uma filme fotográfico. O que os nossos olhos capturam e o cérebro compreende a fotografia reproduz e eterniza.

Espero conseguir transmitir e agregar conhecimento para vocês ao máximo. Eu tenho feito da minha fotografia mais uma forma de amar ao próximo e espalhar carinho. Compartilhar sorrisos, colecionar histórias e registrar momentos tão únicos na vida de alguém me faz ter esperança no mundo. E esse é o motivo que me trouxe até aqui com vocês.


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