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FOTOGRAFIA

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Kodak e a sua importância para o crescimento da fotografia

Nesse artigo vamos continuar falando sobre George Eastman, e a importância que a sua empresa (Kodak) teve para o crescimento da fotografia. Caso você não tenha lido os últimos textos sobre a história da fotografia, recomendo a leitura dos artigos abaixo:

A fotografia e seus principais inventores – Parte I 

A fotografia e seus principais inventores – Parte II 

A fotografia e seus principais inventores – Parte III


NASCIMENTO DA KODAK

Eastman projetou uma câmera pequena e leve, com uma lente capaz de focalizar a partir de 2.5m de distância. Foi chamada de Câmera Kodak por causa do som que fazia ao disparar o obturador. Ao ser lançada comercialmente, em 1888, o sucesso da invenção tornou a fotografia mais popular e acessível para pessoas inexperientes.

O slogan era: Você aperta o botão, nós fazemos o resto.

E funcionava da seguinte forma: Terminado o rolo da câmera, que tinha capacidade de 100 fotos, o fotógrafo só precisava manda-la para o laboratório de George Eastman; que recebia o seu negativo e o revelava, depois entregava a fotos e a câmera com um novo rolo.

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A fotografia e seus principais inventores – Parte III

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Na segunda parte do artigo A fotografia e seus principais inventores – Parte II  conhecemos um pouco  das contribuições de Schulze, Niépce, Daguerre e Talbot para fotografia. Além de descobrir fatores importantes da história da fotografia, também descobrimos muitas curiosidades interessantes.

Então se este é o primeiro texto que você está lendo sobre o assunto aqui no Diário de Sereia, recomendo a leitura dos dois primeiros artigos: A fotografia e seus principais inventores – Parte I  A fotografia e seus principais inventores – Parte II .

Agora que você já está em dia com a leitura e já sabe o principio da descoberta da fotografia, vamos a terceira e ultima parte do artigo, onde conheceremos o inicio da evolução fotográfica.

JOHN FREDERICK HERSCHEL

herschel

Herschel foi matemático e astrônomo. Ele queria um método para fotografar as imagens de uma abóbada celeste, que conseguia ver com um grande telescópio que ele mesmo construiu. Herschel conhecia, através de Talbot, as dificuldades que os pioneiros da fotografia enfrentavam. Sabendo que Daguerre havia conseguido resultados satisfatórios, resolveu pesquisar possíveis soluções.

John Herschel e Talbot trocaram experiências e informações, já que John tinha conhecimentos mais profundos em química.

Oficialmente os termos: negativo, positivo e fotografia, são criações de Herschel. Porém sua maior e mais importante contribuição para a fotografia foi a descoberta da propriedade do hipossulfito de sódio (hoje, tiossulfato de sódio) como solvente dos haletos de prata. Essa descoberta foi informada tanto a Talbot quanto a Daguerre, que passaram a usar o “hipo” em fixador das imagens fotografadas.

FREDERICK SCOTT ARCHER

archer

Desenvolveu o processo de negativo em vidro chamado de Colódio Úmido, que era um negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitro celulose com álcool e éter. O processo, que tinha mais sensibilidade à luz, era 20 vezes mais rápido que os anteriores, reduzindo o tempo de exposição para dois ou três segundos, melhorando a qualidade do negativo.

Esses negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhantes à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. Archer foi responsável por tornar obsoletos tanto os calótipos quanto os talbótipos por supera-los.

Archer basicamente criou o processo de revelação de fotos e o antecessor do filme fotográfico, permitindo imagens muito mais nítidas do que as feitas até então.

RICHARD LEACH MADDOX

maddox

Médico inglês que inventou a primeira chapa manipulável em 1871. Maddox experimentou usar, ao invés de colódio, uma suspensão de nitrato de prata em gelatina de secagem rápida para manter o brometo de prata no lugar.  A gelatina, de origem animal, não só conversava a emulsão fotográfica para uso após a secagem como também aumentava drasticamente a sensibilidade dos haletos de prata, tornando a fotografia, finalmente, instantânea. Era um processo extremamente barato e ao substituir o colódio ficou conhecida como chapa seca.

Seu método não exigia que as chapas fossem reveladas na hora, como no colódio, além de ser 60 vezes mais sensível. A gelatina podia ser aplicada sobre o papel e em filmes transparentes. Contudo, a chapa de gelatina não se limitou a simplificar a técnica fotográfica, tendo ocasionado uma revolução no desenho das câmeras, reduzindo o equipamento do fotografo ao mínimo.

O novo material era rápido e suficiente para o registro de cenas em movimento, desde que as máquinas fossem providas de um obturador instantâneo. Os fabricantes reagiram de imediato e, no decorrer de duas décadas subsequentes o mercado foi tomado por máquinas de todos os tamanhos e formatos. Dando inicio a fotografia moderna.

GEORGE EASTMAN

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O último aperfeiçoamento dos processos fotográficos deu-se ao inglês e bancário George Eastman de 23 anos. Ele adquiriu uma máquina fotográfica e apaixonou-se pela arte da fotografia, ainda no rudimentar processo de chapa úmida.

Porém, George sentia uma crescente insatisfação com o processo. Achava complicado a forma de estocar das chapas de vidro, que além de pesadas, quebravam com facilidade. George imaginou que poderia tornar a fotografia mais pratica se encontrasse um jeito de abreviar o processo.

Depois de conhecer o processo da emulsão de gelatina, de Richard Leach, decidiu experimentar o método. Aliando a tecnologia de emulsão com o brometo de prata – a rapidez de sensibilidade na suspensão da gelatina com a transparência do vidro. George, em seu experimento, substituiu o vidro por uma base flexível, igualmente transparente, de nitrocelulose, e emulsionou o primeiro filme em rolo da história. Podendo então enrolar o filme, obtendo várias chapas em um único rolo, e construiu uma pequena câmera para utilizar o filme em rolo, que ele chamou de Câmera Kodak.


E é com a invenção da Kodak que chegamos ao final dos artigos de A fotografia e seus principais inventores. Porém, as aulas de história da fotografia ainda não acabaram. Quando decidi começar a escrever sobre fotografia aqui no blog, eu sabia que precisava começar pela história. Conheço muitas pessoas que se preocupam apenas com a parte técnica, marcas de equipamentos e afins, mas poucas sabem realmente o que existe por trás de tudo isso.

Eu percebi que poucas pessoas conheciam os responsáveis pela criação da fotografia, as dificuldades que enfrentaram e a contribuição de cada um para a melhoria dessa arte. Por isso, no próximo artigo conheceremos um pouco mais da história de George Eastman e da importância da Kodak na evolução e comercialização da fotografia.


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A fotografia e seus principais inventores | Parte II

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Comentei no primeiro artigo de A fotografia e seus principais inventores que essa história é um pouquinho longa. Mas cada detalhe é importante para entender o processo que originou a fotografia. Então, veremos agora mais alguns nomes que fizeram parte do surgimento da fotografia.

JOHANN HEINRICH SCHULZE

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Schulze foi um professor alemão, estudou medicina, química, filosofia e teologia. Em 1725 colocou exposto a luz do Sol um frasco contendo nitrato de prata e depois de um tempo percebeu que a solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Percebeu também que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original, mas ao sacudir o frasco observou o desaparecimento da cor violeta. Sua descoberta permitiu estabelecer os fundamentos de trabalhos posteriores na fixação de imagens.

JOSEPH NICÉPHORE NIÉPCE

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Foi o inventor francês responsável pela primeira fotografia. Niépce começou seus experimentos em 1793, mas as fotografias desapareciam rapidamente. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre o papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando as partes claras no betume-da-judeia – que fica insolúvel sob a ação da luz – e as sombras na base metálica. Ele conseguiu fotografias que demoravam a desaparecer em 1824. Mas o primeiro exemplo de uma fotografia permanente, ainda existente, foi tirada em 1826. Niépce chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem. Infelizmente ele morreu antes de ver sua invenção ser conhecida mundialmente em 1839. Quem ficou com a glória foi o associado Louis Jacques Mandé Daguerre, que batizou o a héliographie – nome escolhido por Niépce – de daguerreotypie.

LOUIS JACQUES MANDÉ DAGUERRE

Era pintor, físico, cenógrafo e inventor francês. Foi o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela ação direta da luz em 1835, com o daguerreótipo. Ao prosseguir com os experimentos de Niépce, usou uma placa revestida de prata e sensibilizado com iodeto de prata – que mesmo exposta a luz não apresentava nem vestígios da imagem – e guardou em um armário. Ao abrir o armário no dia seguinte encontrou a imagem revelada. Daguerre realizou muitas experiências até descobrir que a imagem tinha sido revelada por ação do mercúrio que estava no armário.

Em 1837 o processo já havia sido padronizado, porém ainda apresentava alguns problemas. O tempo de exposição ainda era longo, o contraste muito baixo, a imagem invertida e sensível a luz. Daguerre conseguiu solucionar este ultimo problema quando mergulhou as chapas reveladas em uma solução aquecida de sal de cozinha que agiu como um fixador, deixando a imagem inalterável. A qualidade das fotografias eram superiores às de Talbot e foi um sucesso por muitas décadas. Em 1839, por problemas financeiros, Daguerre vendeu a sua invenção para o governo francês e recebeu uma renda de vitalícia de 6.000 francos anuais.

WILLIAM FOX TALBOT

talbot

Era poliglota, cientista, viajante e ex-membro do Parlamento. Talbot deu início as suas pesquisas em 1833, em busca de uma fotografia inalterável. Em poucos meses já obtinha negativos minúsculos após a exposição de trinta minutos. Porém, foi só no final de 1840, depois do triunfo de Daguerre, que ele passou a fazer progressos. Em 1841, Talbot inventou e patenteou na Inglaterra o Calótipo. O processo era expor papel sensibilizado à luz do Sol, durante dez minutos, com uma pequena distância focal. Para corrigir a inversão inicial colocou outra folha de papel sensibilizado com prata sobre a imagem negativa – parafinada para ficar transparente – e expôs as duas diretamente à luz, ficando a segunda folha com a imagem positivada.

Em 1844, Talbot comprou uma casa em Reading e a transformou em estúdio de fotografia. Contratou uma equipe para produzir cópias, fotografou várias paisagem turísticas e comercializou suas fotografias em várias tendas artísticas por toda a Grã Bretanha. Se a contribuição de Daguerre à fotografia foi extensa mas temporária, a de Talbot foi mais restrita e duradoura. Mas apesar de contar com o apoio de eminentes cientistas, ele acabou perdendo uma ação judicial sobre patentes contra o fotógrafo londrino Laroche. Em 1852, Laroche alegou que os processos químicos do Calótipo e o novo sistema do Colódio Úmido seriam praticamente idênticos.

[CONTINUA…]


No próximo artigo vamos conhecer mais alguns personagens importantes para o inicio da comercialização da fotografia, de maneira mais acessível, e seus avanços. Se você tem algum dúvida, ou informação que gostaria de adicionar, deixe um comentário no final desse artigo. Vamos compartilhar essa paixão por fotografia!


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