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Ariel Moraes

COMPORTAMENTO

17 (pequenas) metas para 2017

Se tem uma coisa que 2016 me ensinou é que quando planejamos nossos próximos passos, estabelecendo pequenas metas diárias, a vida flui bem mais tranquila. Por essa razão, e porque eu pretendo fazer de 2017 um ano bem produtivo, estabeleci 17 “pequenas” metas pessoais para realizar ao longo desses 12 meses.

1. Sorrir mais

Continuar olhando para o lado bom da minha vida, até mesmo nos dias difíceis. Tenho aprendido que os meus problemas têm o tamanho da atenção que eu dou para eles. Então, nesse ano, ao invés de ficar olhando para o que estiver dando errado, vou transferir minha atenção para possíveis soluções e para as coisas que estão dando certo. Começar e terminar cada dia sorrindo.

2. Cuidar mais da minha saúde

Vou confessar que em 2016 fui um pouco negligente com a minha saúde. Não administrei o meu tempo para cuidar de mim também, e acabei tento alguns contratempos por causa disso. Neste ano pretendo não cometer o mesmo erro.

3. Ser menos perfeccionista

Essa meta não me parece tão pequena e simples assim, de longe será a mais difícil. Sou fotógrafa e designer; estou sempre em buscar de transmitir o meu melhor. O que é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom: porque em cada trabalho eu me dedico completamente e busco entregar o melhor resultado aos meus clientes. Ruim: nunca fico satisfeita com facilidade com o que eu faço, sempre me cobrando mais e mais, e isso acaba me desestimulando as vezes. Para 2017 eu pretendo ser menos exigente comigo mesma e acreditar mais na satisfação de cada cliente e amigo que confiam no meu trabalho.

4. Desacelerar

E me livrar da crise de ansiedade que desenvolvi em 2016. Colocar o pé no freio e parar de tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Respirar fundo e separar um tempo para cuidar de mim. Não só da minha saúde, como disse no item 2 da lista, mas também da minha mente, da minha alma.

5. Colocar a leitura em dia

Fiz as contas de quantos livros eu li em 2016 e que decepção. Tudo bem que foi um ano corrido, cheio de reviravoltas e mudanças, mas ainda assim fiquei chateada de como deixei de fazer uma das coisas que mais me faz bem. Como não quero que isso se repita, já separei na estante as primeiras leituras de 2017.

6. Pensar primeiro, falar depois

Acredito que tudo o que transmitimos volta com a mesma intensidade. E não quero mais carregar arrependimentos de coisas que poderiam ter sido evitadas se estivesse ficado com a minha boca fechada.

7. Não me comparar com os outros

Sim, eu tenho essa mania de ficar me diminuindo, seja na área pessoal ou profissional. Para falar a verdade, comecei a trabalhar isso em mim na metade de 2016, e me fez tão bem, então seria mais “continuar a não me comparar com os outros”.

8. Conhecer novos lugares

Viajar mais, descobrir mais, buscar mais inspirações. Nem preciso ir longe, nem preciso gastar muito, só tirar um tempo para explorar mais e aproveitar mais a vida.

9. Trabalhar o suficiente

Para que não me falte o essencial, para que eu posso investir nos meus projetos e para que eu posso fazer o item acima.

10. Praticar alguma atividade física

Dar adeus ao sedentarismo que toma conta do meu ser (risos), e de bônus melhorar a minha alimentação. Está será a segunda meta mais difícil da lista.

11. Não ter vergonha de ser quem eu sou

Continuar a me olhar no espelho e me aceitar, independente da opinião dos outros. Ser eu mesma, por inteiro, desde o meu cabelo colorido ao meu All Star velho. Me amar, do jeitinho que eu sou.

12. Estar com as pessoas que eu amo

Ter a minha família e os meus amigos sempre por perto, mesmo na correria do dia-a-dia, buscar tempo para estar com eles.

13. Investir mais no blog e nos meus projetos fotográficos

Não dei conta do Diário de Sereia em 2016, não do jeito que queria, mas também não vou me cobrar demais. Estou com muitas ideias legais para o blog e pretendo executa-las. Além de investir em projetos fotográficos que eu já venho planejando há um bom tempo. 2017 vai ser o ano de pôr em pratica!

14. Criar uma rotina eficaz de estudo

Fazer mais cursos, workshops, aprender coisas novas. Nunca parar de buscar conhecimento, e dar conta da faculdade.

15. Ter fé

São metas simples, pelo menos algumas, mas eu vou precisar aprender a administrar o meu tempo. Por isso, já estou depositando tudo nas mãos daquele que colocou todos esses sonhos, projeto, metas e desejos no meu coração. Eu sei que descansar em Deus é confiar e caminhar. Também sei que tudo acontece no tempo dEle, por isso só peço sabedoria e discernimento para seguir o caminho -lindo- que Ele preparou para mim.

16. Não desistir do amor

Não enquanto ainda me fizer sorrir, me fizer levantar, me fizer querer ser uma pessoa melhor.

17. Agradecer mais

Ser grata por cada pequena vitória do dia-a-dia, por cada nova chance de recomeçar a cada amanhecer.

♥ ♥ ♥

E você, quais são as suas 17 metas para 2017?

Feliz ano novo, e que seja feliz o ano todo!

♥ ♥ ♥


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COMPORTAMENTO

Nenhum Natal será o mesmo sem você

Essa época do ano me lembra você. Não só porque era o mês do seu aniversário ou porque fim de ano é normal bater nostalgia, mas sim porque tem festa, tem comida e principalmente porque tem alegria. E essas três coisas juntas não me lembram outra pessoa a não ser você, vó.

E faz tanta falta não te ter aqui.

A casa parece sempre vazia, todo dia eu tenho a sensação de que ela está incompleta. Até mesmo com a Manuela correndo de um lado para o outro cantando e gritando, eu escuto o silêncio que faz não ter a sua voz vinda da cozinha. Sempre da cozinha; o seu lugar preferido e o lugar que eu sempre acho que vou te encontrar ao chegar em casa.

Nenhum Natal será o mesmo sem você cozinhando de manhã até de noite, e indo enfrentar mercado em pleno dia 24 porque tá faltando algum ingrediente pra uma das 50 receitas que você fazia ao mesmo tempo. Não tem mais a sua farofa, a torta de frutas, o arroz de formo, e o pastel. O bendito pastel que você ficava fritando até 23:59h.

“Vó, vai tomar banho e se arrumar que já são quase meia-noite! ”, “Chega de pastel, já tá bom de comida”, “Vem cear com a gente! ”

“Já estou indo! Vocês não querem que eu fique fritando pastel, mas quando eu coloco na mesa não sobra um! ”

E não sobrava mesmo. Tudo que você fazia era tão carregado de amor e carinho, que não sobrava nada.

Só que hoje a casa está vazia, a ceia não está pronta e as luzes apagadas. A sensação que tenho é de que você deve está chateada com isso. Me desculpa, vó. Eu devia tá fritando o pastel por você, mas não é fácil sem a sua presença. Sem você falando que eu estou fazendo errado. Sem você querendo fazer tudo do seu jeito. Sem a sua risada e a sua voz enchendo a nossa casa.

Esse ano vai ser mais um em que eu não vou ouvir você falando ao telefone, com algum parente que mora longe, que a sua neta parece uma modelo. Sempre elevando a minha auto estima. Gosto de pensar que, se ainda estivesse aqui, hoje você incluiria na conversa que eu sou fotógrafa e puxei o gosto pela fotografia de você. O que seria a mais pura verdade. Aliás, obrigada por ter registrado a minha infância. Uma das câmeras que você usou para isso fica no meu estúdio, para sempre me lembrar que essa paixão (que virou profissão) nasceu junto com cada sorriso que eu te dei quando estava me fotografando com ela.

Agora eu estou aqui, encarando a tela do computador com o coração apertado de saudades, e querendo um abraço de vó.

Nenhum Natal, ou qualquer dia do ano, sempre o mesmo. Mas essa época do ano me lembra você, o que me lembra da tua risada, e logo me faz sorrir.

FOTOGRAFIA

A fotografia e seus principais inventores – Parte III

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Na segunda parte do artigo A fotografia e seus principais inventores – Parte II  conhecemos um pouco  das contribuições de Schulze, Niépce, Daguerre e Talbot para fotografia. Além de descobrir fatores importantes da história da fotografia, também descobrimos muitas curiosidades interessantes.

Então se este é o primeiro texto que você está lendo sobre o assunto aqui no Diário de Sereia, recomendo a leitura dos dois primeiros artigos: A fotografia e seus principais inventores – Parte I  A fotografia e seus principais inventores – Parte II .

Agora que você já está em dia com a leitura e já sabe o principio da descoberta da fotografia, vamos a terceira e ultima parte do artigo, onde conheceremos o inicio da evolução fotográfica.

JOHN FREDERICK HERSCHEL

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Herschel foi matemático e astrônomo. Ele queria um método para fotografar as imagens de uma abóbada celeste, que conseguia ver com um grande telescópio que ele mesmo construiu. Herschel conhecia, através de Talbot, as dificuldades que os pioneiros da fotografia enfrentavam. Sabendo que Daguerre havia conseguido resultados satisfatórios, resolveu pesquisar possíveis soluções.

John Herschel e Talbot trocaram experiências e informações, já que John tinha conhecimentos mais profundos em química.

Oficialmente os termos: negativo, positivo e fotografia, são criações de Herschel. Porém sua maior e mais importante contribuição para a fotografia foi a descoberta da propriedade do hipossulfito de sódio (hoje, tiossulfato de sódio) como solvente dos haletos de prata. Essa descoberta foi informada tanto a Talbot quanto a Daguerre, que passaram a usar o “hipo” em fixador das imagens fotografadas.

FREDERICK SCOTT ARCHER

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Desenvolveu o processo de negativo em vidro chamado de Colódio Úmido, que era um negativo feito sobre placas de vidro sensibilizadas com uma solução de nitro celulose com álcool e éter. O processo, que tinha mais sensibilidade à luz, era 20 vezes mais rápido que os anteriores, reduzindo o tempo de exposição para dois ou três segundos, melhorando a qualidade do negativo.

Esses negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhantes à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. Archer foi responsável por tornar obsoletos tanto os calótipos quanto os talbótipos por supera-los.

Archer basicamente criou o processo de revelação de fotos e o antecessor do filme fotográfico, permitindo imagens muito mais nítidas do que as feitas até então.

RICHARD LEACH MADDOX

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Médico inglês que inventou a primeira chapa manipulável em 1871. Maddox experimentou usar, ao invés de colódio, uma suspensão de nitrato de prata em gelatina de secagem rápida para manter o brometo de prata no lugar.  A gelatina, de origem animal, não só conversava a emulsão fotográfica para uso após a secagem como também aumentava drasticamente a sensibilidade dos haletos de prata, tornando a fotografia, finalmente, instantânea. Era um processo extremamente barato e ao substituir o colódio ficou conhecida como chapa seca.

Seu método não exigia que as chapas fossem reveladas na hora, como no colódio, além de ser 60 vezes mais sensível. A gelatina podia ser aplicada sobre o papel e em filmes transparentes. Contudo, a chapa de gelatina não se limitou a simplificar a técnica fotográfica, tendo ocasionado uma revolução no desenho das câmeras, reduzindo o equipamento do fotografo ao mínimo.

O novo material era rápido e suficiente para o registro de cenas em movimento, desde que as máquinas fossem providas de um obturador instantâneo. Os fabricantes reagiram de imediato e, no decorrer de duas décadas subsequentes o mercado foi tomado por máquinas de todos os tamanhos e formatos. Dando inicio a fotografia moderna.

GEORGE EASTMAN

george

O último aperfeiçoamento dos processos fotográficos deu-se ao inglês e bancário George Eastman de 23 anos. Ele adquiriu uma máquina fotográfica e apaixonou-se pela arte da fotografia, ainda no rudimentar processo de chapa úmida.

Porém, George sentia uma crescente insatisfação com o processo. Achava complicado a forma de estocar das chapas de vidro, que além de pesadas, quebravam com facilidade. George imaginou que poderia tornar a fotografia mais pratica se encontrasse um jeito de abreviar o processo.

Depois de conhecer o processo da emulsão de gelatina, de Richard Leach, decidiu experimentar o método. Aliando a tecnologia de emulsão com o brometo de prata – a rapidez de sensibilidade na suspensão da gelatina com a transparência do vidro. George, em seu experimento, substituiu o vidro por uma base flexível, igualmente transparente, de nitrocelulose, e emulsionou o primeiro filme em rolo da história. Podendo então enrolar o filme, obtendo várias chapas em um único rolo, e construiu uma pequena câmera para utilizar o filme em rolo, que ele chamou de Câmera Kodak.


E é com a invenção da Kodak que chegamos ao final dos artigos de A fotografia e seus principais inventores. Porém, as aulas de história da fotografia ainda não acabaram. Quando decidi começar a escrever sobre fotografia aqui no blog, eu sabia que precisava começar pela história. Conheço muitas pessoas que se preocupam apenas com a parte técnica, marcas de equipamentos e afins, mas poucas sabem realmente o que existe por trás de tudo isso.

Eu percebi que poucas pessoas conheciam os responsáveis pela criação da fotografia, as dificuldades que enfrentaram e a contribuição de cada um para a melhoria dessa arte. Por isso, no próximo artigo conheceremos um pouco mais da história de George Eastman e da importância da Kodak na evolução e comercialização da fotografia.


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